
Marlene Dietrich, nome artístico de Marie Magdelene Dietrich von Losch, estreou no teatro aos vinte e três anos de idade e depois começou a participar de filmes mudos. Depois de cinco anos de carreira apagada, ela foi descoberta pelo diretor austríaco Josef von Sternberg, que a convidou para protagonizar o filme O Anjo Azul de 1930, baseado no romance de Heinrich Mann, Professor Unrat. Marlene viveu a cantora de cabaré Lola Lola, personagem que marcou o nascimento de um mito. Von Sternberg transformou a jovem roliça num ser esbelto, misterioso e um pouco andrógino, características que ela cultivou ao longo de sua carreira de atriz e cantora.
Foi o primeiro dos sete filmes nos quais Marlene Dietrich e Josef von Sternberg trabalharam juntos. Os demais foram Marrocos (1930), Desonrada (1931), O Expresso de Shangai (1932), A Vênus Loira (1932), A Imperatriz Galante (1934) e Mulher Satânica (1935). Depois de trabalhar com von Sternberg, ela foi foi para Hollywood, onde trabalhou em filmes mais profundos e mais marcantes.

Em 1936, a atriz, anti-nazista convicta, recusou o convite de Joseph Goebbels, ministro da Propaganda do 3º Reich, para retornar à Alemanha, onde cada filme rodado lhe renderia uma fortuna. Mas Dietrich continuou nos EUA, trabalhando com diretores como Ernst Lubitsch, Billy Wilder, Alfred Hitchcock, Orson Welles e Fritz Lang, e em 1939 tornou-se cidadã americana. Durante a Segunda Guerra, engajou-se na luta contra Hitler apresentando-se para as tropas americanas no front no norte da África e na Itália, auxiliando em hospitais e através de gravações radiofônicas. Na época ela também incluiu em seu repertório a famosa canção "Lili Marleen", que a acompanharia até o final de sua vida. Por seu engajamento durante a Guerra, a atriz recebeu condecorações dos EUA, França e Israel. Mas na Alemanha, muitos não a perdoaram pelo fato de ela retornar ao país em ruínas vestindo um uniforme americano. Em 1960, numa última visita a Berlim para uma apresentação, houve demonstrações de protesto, e manifestantes portavam faixas com os dizeres "Marlene, vá embora!". Ela viveu com esta mágoa, mas ainda assim manifestou o desejo de ser sepultada em sua cidade natal.
De 1922

Para saber mais sobre Marlene Dietrich, você pode visitar o site oficial da diva: http//www.marlene.com/
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