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sexta-feira, 18 de junho de 2010

Música feita com imaginação

O compositor estadunidense Charles Ives não teve medo de ser uma voz dissonante. Numa época em que os músicos de seu país miravam-se na tradição européia, Ives fez a música que sua imaginação quis. Como a composição não era sua fonte de renda, pôde mais facilmente se libertar das convenções e experimentar inovações que só mais tarde seriam adotadas por outros músicos europeus.

Depois de ter estudado música na Universidade Yale, o compositor entrou para o ramo de seguros. Corretor bem-sucedido, pôde, nas horas vagas, soltar a imaginação em obras de grande complexidade. Suas composições deram muito trabalho na hora da publicação: a Sinfonia N.4, por exemplo, tem trechos em que os instrumentos executam 17 ritmos diferentes de uma só vez.

Composta no período de maior criatividade de Ives, entre os anos de 1910 e 1916, essa obra, de difícil execução, é a maior expressão do seu pensamento visionário. Exigia a distribuição dos músicos por pontos diversos do auditório, de modo que o público percebesse intensidades sonoras diferentes. O fascínio pelos sons do cotidiano se faz perceber em diversos trechos da sinfonia, em especial no segundo movimento. Aqui, os metais executam frases de fanfarra em meio a uma textura caótica, barulhenta e atonal. No quarto e último movimento, partes tonais e atonais se digladiam, fechando-se com uma vocalização inovadora para coro.

domingo, 13 de junho de 2010

Os diamantes de Marilyn

Duas amigas, Lorelei Lee (Marilyn Monroe) e Dorothy Shaw (Jane Russell), embarcam num cruzeiro rumo a Europa à caça de um marido rico. A loira é louca por diamantes; a morena, por músculos. Por meio da história das garotas, o filme deixa subentendido um ideal de liberação feminina: nessa trama, são os homens que – movidos pelo desejo – ocupam o lugar de meros objetos, gravitando em torno das protagonistas.

No filme “Os homens Preferem as Loiras”, a comédia musical é marcada por cenas antológicas entre as quais a que imortalizou Marilyn Monroe, quando canta Diamonds Are a Girl’s Best Friend descendo uma escadaria cercada por dançarinos.

E como este blog é sobre música, o leitor pode ver o trecho do filme em que a loira mais famosa de Hollywood protagoniza a cena citada:

sábado, 8 de maio de 2010

O tesouro escondido no fim do arco-íris


Dorothy é uma menina do Kansas que, ao perseguir seu cachorro Totó, é colhida por um furacão e chega a uma terra distante. Lá conhece um elenco incrível de personagens: o carinhoso Espantalho, o Homem de Lata, o Leão Covarde. Juntos, eles seguem a estrada de tijolos amarelos em busca da Cidade de Esmeralda, onde o Mágico de Oz os ajudará a atingir seus objetivos – um cérebro para o Espantalho, um coração para o Homem de Lata, coragem para o Leão e a volta para casa de Dorothy. Assim é uma das fábulas infantis mais populares da história e eternizadas pelo cinema do escritor L. Frank Baum.

O Mágico de Oz fez de Judy Garland, uma estrela. Com apenas 16 anos, Garland, que substituiu Shirley Temple no papel de Dorothy, transformou-se em uma das cantoras e atrizes mais populares de Hollywood. A pressão da fama, entre outros motivos, levou-a ao vício e à morte por overdose de remédios em 1969.

Mas o que nos interessa mesmo no filme O Mágico de Oz é a trilha sonora de Harold Arlen. O maior destaque é Over the Rainbow, canção eleita pelo American Film Institute a principal de um filme americano do século 20. A interpretação de Judy Garland rendeu um Oscar para a composição.

No vídeo abaixo, você pode ver algumas cenas do filme O Mágico de Oz, o conto de fadas mais apaixonante do cinema, e ouvir a canção Over the Rainbow na voz da eterna Dorothy, Judy Garland:

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Não há quem resista


Conhecida mundialmente como uma das mulheres mais bonitas de todos os tempos e considerada a loira mais famosa de Hollywood, Marilyn Monroe, nome artístico de Norma Jean Baker, foi uma mulher que abalou muitos corações mundo afora, incluindo em suas conquistas muitos homens poderosos como o dramaturgo Arthur Miller e o ex-presidente estadunidense John Kennedy.

Símbolo de sensualidade e um ícone de popularidade no século XX, Marilyn começou a carreira em alguns pequenos filmes, mas a sua habilidade para a comédia e a sua sensualidade, levaram-na a conquistar papéis em filmes de grande sucesso, tornando-a numa das mais populares estrelas de cinema dos anos 50. Sua aparente vulnerabilidade e inocência, junto com sua inata sensualidade, a tornaram querida no mundo inteiro.

O primeiro papel de Marilyn no cinema foi uma participação em Sua Alteza, a Secretária, em 1947. Contracenou rapidamente com Groucho Marx em Loucos de Amor, em 1950. Nesse mesmo ano conseguiu um pequeno papel no thriller O Segredo das Joias, e o papel de Claudia Caswell em A Malvada, estrelado por Bette Davis. No entanto, foi sua performance em Torrentes de Paixão, em 1953, que a tornou estrela. Marilyn fez o papel de Rose Loomis, uma jovem e bela esposa que planeja matar seu velho e ciumento marido, personagem de Joseph Cotten.

O sucesso de Marilyn em Torrentes de Paixão lhe rendeu, no mesmo ano, os papéis principais em Os Homens Preferem as Louras e Como Agarrar um Milionário. Em 1959, Marilyn brilhou em Quanto Mais Quente Melhor, de Billy Wilder, e teve seu trabalho reconhecido ao vencer o Globo de Ouro de "Melhor Atriz em Comédia".

Em 1956, Marilyn casou-se com o dramaturgo Arthur Miller. Amigos disseram que ela o deixava de "joelhos bambos". Enquanto eles estavam casados, em 1961, Arthur escreveu o papel de "Roslyn Taber" de Os Desajustados, especialmente para Marilyn. Dirigido por John Huston e coestrelado por Clark Gable e Montgomery Clift, este acabou sendo o último filme completo de Marilyn e a despedida das telas de Gable.

Marylin já tinha tido encontros amorosos com John Kennedy muito antes dele entrar na Casa Branca. Kennedy ficara obcecado por ela durante sua recuperação de uma operação na coluna que o deixou imobilizado. O caso entre eles teve início depois de seu divórcio de Vitor Baggio e continuou enquanto ela esteve casada com Miller. Apesar de suas ilusões, Marilyn sabia que Kennedy desejava apenas a estrela cintilante de cinema, não a mulher que era. Ele pretendia livrar-se dela com elegância. Em seu aniversário, Marylin cantou com voz lasciva "Feliz aniversário, senhor presidente". John Kennedy disse: "Já posso me retirar da política, depois de ter ouvido este feliz aniversário cantado para mim de modo tão doce e encantador."

Seu fim aconteceu na manhã do dia 5 de agosto de 1962. Aos 36 anos, Marilyn faleceu enquanto dormia em sua casa em Brentwood, na Califórnia. A notícia foi um choque, propagado pela mídia, explorando sobretudo o caráter misterioso em que o fato se deu, prevalecendo a versão oficial de overdose pela ingestão de barbitúricos. O brilho e a beleza de Marilyn faziam parecer impossível que ela tivesse deixado a todos. Ninguém sabe de fato o que aconteceu naquela noite.

Assista no vídeo abaixo, a inesquecível Merylin Monroe cantando "I Wanna Be Loved By You", cena do filme Quanto mais quente melhor:

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Bem-humorada, contagiante... a alegria do musical!

Como este blog é sobre música de uma maneira geral, não queremos nos limitar apenas aos cantores, cantoras e bandas que existiram e existem no universo musical. Pensando nisso, resolvemos colocar na Oficina da Radiola músicas que ficaram na história como trilhas sonoras de filmes e seriados. Então, a partir de hoje, falaremos também sobre filmes musicais. Espero que gostem da nossa idéia e curtam as canções que fazem parte da história cinematográfica. E para começar em grande estilo, vamos falar de um filme que é considerado um dos maiores musicais de todos os tempos: Cantando na Chuva.

Um astro do cinema mudo deixa sua namorada e aspirante a atriz em casa após uma noite feliz. Começa a chover. Ele não liga; apenas começa a cantar Singin’ in the Rain e a dançar. Chuta a enxurrada, gira agarrado ao poste, é advertido por um policial, sempre sorrindo. Uma das cenas de dança mais lembradas e imitadas do cinema só poderia estar naquele que é considerado, de forma quase unânime, o maior musical de todos os tempos.

Don Lockwood (Gene Kelly) e Lina Lamont (Jean Hagen) formam a dupla de maior sucesso do seu tempo. A sorte deles começa a mudar com o inesperado sucesso de O Cantor de Jazz, em 1927 (que, de fato, é o primeiro filme sonoro). Obrigados a se adaptar às novas normas, eles tentam migrar para a sonorização, mas esbarram na voz desafinada de Lina. Ao mesmo tempo, Don se apaixona por Kathy (Debbie Reynolds).

Cantando na Chuva surgiu da vontade da MGM de repetir o êxito de Sinfonia de Paris (1951), do ano anterior, que ganhara o Oscar de Melhor Filme. Por trás do projeto, encontrava-se o produtor Arthur Freed, quase tão importante para a história dos musicais quanto os atores, coreógrafos e compositores. Freed convocou Stanley Donen para a direção. Gene Kelly (que na famosa cena da chuva estava ardendo em febre) cuidou das coreografias e por elas ganhou crédito como co-diretor.

Confiram o trecho do filme, no vídeo abaixo, em que Gene Kelly canta Singin' in the Rain:

quarta-feira, 31 de março de 2010

Uma vez Rei, sempre Rei

No dia 5 de julho de 1954, considerado o "marco zero" do rock, Elvis ensaiava algumas canções , até que, em um momento de descontração, de forma improvisada, começou a cantar "That's All Right, Mama", provocando em Sam Phillips, produtor musical, um grande entusiasmo. Surgia então o rock'n and roll.

Elvis Aaron Presley ou O Rei do Rock e também conhecido por Elvis The Pelvis, apelido pelo qual ficou conhecido na década de 50 por sua maneira extravagante e ousada de dançar, foi um dos maiores ícones da cultura popular mundial do século XX. Uma de suas maiores virtudes era a sua voz, devido ao seu alcance vocal, que atingia, segundo especialistas, notas musicais de difícil alcance para um cantor popular. A crítica especializada reconhece seu expressivo ganho, em extensão, com a maturidade; além de virtuoso senso rítmico, força interpretativa e um timbre de voz que o destacava entre os cantores populares, sendo avaliado como um dos maiores e por outros como o melhor cantor popular do século 20.

Com um som e estilo que, uníssonos, sintetizavam suas diversas influências, ameaçavam a sociedade conservadora e repressiva da época e desafiavam os preconceitos múltiplos daqueles anos, Elvis fundou uma nova era e estética em música e cultura populares, consideradas, hoje, "cults" e primordiais, mundialmente. Suas canções e álbuns transformam-se em enormes sucessos e alavancaram vendas recordes em todo o mundo. Elvis tornou-se o primeiro "mega star" da música popular, inclusive em termos de marketing. Muitos postulam que essa revolução chamada rock, da qual Elvis foi emblemático, teria sido a última grande revolução cultural do século XX; já que, as bandas, cantores e compositores que surgiram nas décadas seguintes - e fizeram muito sucesso, foram influenciados, de alguma maneira, direta ou indiretamente por Elvis. O preço do pioneirismo transformador, entretanto, é altíssimo. Elvis foi implacavelmente perseguido pelos múltiplos segmentos reacionários estadunidenses e por todas as etnias. Os brancos, achavam-no vulgar. Já os negros, achavam que por ser uma música de origem negra, nenhum branco deveria representá-la e divulgá-la. Elvis, em verdade, foi perseguido e tornou-se vítima de muitos preconceitos. Muitos de seus admiradores postulam que somente o seu talento e perseverança o mantiveram "vivo" até os dias atuais.

A morte de Elvis Presley no dia de 16 de agosto de 1977, causada por colapso fulminante associado à disfunção cardíaca, surpreendeu o mundo, provocando comoção como poucas vezes fora vista em nossa cultura; inclusive no Brasil. Os fãs se aglomeraram em frente a mansão do cantor. As linhas telefônicas de Memphis estavam tão congestionadas que a companhia telefônica pediu aos residentes para não usarem o telefone a não ser em caso de emergência. As floriculturas venderam todas as flores em estoque. O velório aconteceu no dia 17. Alguns, dos milhares de fãs, puderam ver o caixão por aproximadamente 4 horas.
Depois de seu falecimento, vários acontecimentos tornaram Elvis Presley ainda mais famoso e memorável; conseqüentemente, mais pessoas tornaram-se fãs de sua obra. Posto o ídolo, inaugurou-se o mito, eterno, redentor e fonte inesgotável de idealizações. Seu sucesso foi, e ainda é, astronômico! Em 1979 foi realizado o primeiro filme biográfico, para a TV, chamado "Elvis"; no Brasil, intitulado "Elvis Não Morreu", interpretado por Kurt Russell. Em 1981, produziu-se um documentário denominado This is Elvis; no Brasil, "Elvis o Ídolo Imortal".
Trinta anos depois de morrer, Presley ainda é o artista solo detentor do maior número de "hits" nas paradas mundiais e também é um dos maiores recordistas mundiais em vendas de discos em todos os tempos com mais de 1 bilhão de discos vendidos em todo o mundo.

Entre seus sucessos musicais podemos destacar: "Hound Dog", "Don't Be Cruel", "Love me Tender", "All Shook up", "Teddy Bear", "Jailhouse Rock", "It's Now Or Never", "Can´t Help Falling In Love", "Surrender", "Crying In The Chapel", "Mystery Train", "In The Ghetto", "Suspicious Minds", "Don't Cry Daddy", "The Wonder Of You", "An American Trilogy", "Burning Love", "My Boy" e "Moody Blue". Particulamente no Brasil, foram bem-sucedidas as canções "Kiss Me Quick", "Bossa Nova Baby", "Bridge Over Troubled Water" e “Only You” que podemos escutar no vídeo abaixo:


Para saber mais sobre o Rei, você pode visitar o site oficial do cantor: http://www.elvis.com/

sexta-feira, 5 de março de 2010

Hey Ho Let's Go!

Quem gosta de rock, com certeza já ouviu falar muito dos Ramones. Essa banda estadunidense fez muita história nesse gênero musical pois é considerada a precursora do estilo punk rock, que foi um movimento musical e cultural que surgiu durante a década de 70 que se cacteriza principalmente por abordar, nas letras das canções, temas com idéias anarquistas, niilistas e revolucionárias, ou sobre problemas políticos e sociais como o desemprego, a guerra, a violência, ou em outros casos, letras com menos conteúdo político e social, como relacionamentos, diversão, sexo, drogas e temas do cotidiano. O visual agressivo, que foge dos padrões da moda, a filosofia "faça-você-mesmo" e as atitudes destrutivas também são outras características do punk.
Os Ramones, inicialmente, eram formados por quatro garotos problemáticos que usavam drogas e que não tinham muita perspectiva de vida: Joey (vocalista), Johnny (guitarra), Dee Dee (baixo) e Tommy (bateria). Ao longo da carreira do grupo, também fizeram parte da formação Marky (bateria), Richie (bateria) e C.J. (baixo).
Os Ramones geraram muitas polêmicas e também fizeram parte do universo da banda muitos casos curiosos como o fato de todos não se entenderem, alguns diziam até que se odiavam, durante os shows eles, muitas vezes, discutiam no palco na frente da platéia, o guitarrista e líder da banda, Johnny Ramone, não deixava que os outros integrantes falassem com a imprensa porque os achava muito estúpidos e só falariam besteiras e ainda por cima, este roubou a namorada do vocalista, Joey Ramone, que depois escreveu uma canção sobre esse, digamos, incidente.

Enfim, você deve estar se perguntando porque eles, apesar de t
antas confusões e desentendimentos, continuaram juntos por tantos anos, porque eles adoravam acima de tudo, fazer música. Era isso, e simplemente isso, que os motivava e os mantinham juntos.

Agora, veja o vídeo abaixo e curta essa banda que é umas das melhores do estilo punk rock.