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segunda-feira, 28 de junho de 2010

George Harrison: A música que alimenta a alma

Durante o auge da beatlemania, George Harrison ficou conhecido como o "beatle tímido" devido a sua maneira introspectiva e tendência a falar pouco durante as entrevistas. Apesar da imagem de "beatle tranquilo", a maioria dos amigos, como Eric Idle, membro do Monty Python, asseguram que na intimidade ele era muito falante, contradizendo a imagem que a imprensa tinha a seu respeito.

A partir de 1965, George começou a contribuir frequentemente com composições para os Beatles. No álbum Help!, ele lançou duas composições próprias: "I Need You" e "You Like Me Too Much". No álbum Revolver, de 1966, George começou a compor cada vez mais e com mais qualidade, chegando a competir no mesmo nível com as composições de Lennon/McCartney. Neste álbum ele conseguiu lançar pela primeira vez três canções de sua autoria. Mas só em 1968 uma composição sua atingiria grande sucesso, a canção While my Guitar Gently Weeps, incluída no álbum duplo The Beatles (Álbum Branco).

Something foi a primeira canção de George a ser lado A de um compacto dos Beatles, "Something/Come Together". Ela é considerada sua mais bela canção e foi regravada por Elvis Presley e Frank Sinatra. Para Frank Sinatra, esta era "a melhor canção de amor dos últimos 50 anos" entretanto, ironicamente, Sinatra pensava que sua canção favorita tinha sido escrita por Lennon/McCartney. Porém, posteriormente na apresentação "Concert for the Americas", Sinatra antes de fazer sua versão de "Something", a credita como graciosamente escrita por Harrison.

Após a separação dos Beatles, em 1970, ofuscado por anos por John Lennon e Paul McCartney, George Harrison lançou grande parte do material que havia acumulado e iniciou sua carreira solo. O primeiro álbum de George foi um sucesso de crítica e de público. All Things Must Pass, de 1970, é considerado por muitos como o melhor disco de um ex-beatle e um dos melhores discos da história. O álbum atingiu o primeiro posto das paradas de sucesso britânicas e estadunidenses, incluía sucessos como as músicas My Sweet Lord, Isn't It a Pity e What is Life.

Seu próximo álbum se chamou Living in a Material World (1973) e fez sucesso com a canção "Give me Love (Give me peace on Earth)", segunda a atingir o primeiro lugar nas paradas de sucesso dos Estados Unidos, depois de "My Sweet Lord".

Após o assassinato de John Lennon, em 1980, escreveu a canção "All those years ago" em sua homenagem e chamou Paul McCartney, Linda McCartney e Ringo Starr para participarem da gravação. A canção foi lançada no álbum de 1981, Somewhere in England e se tornou um sucesso, atingindo o segundo lugar nos Estados Unidos.

Depois da turnê, George desapareceu da mídia e começou sua batalha contra o câncer de pulmão. O primeiro sinal de câncer de George apareceu na década de 90. Ele enfrentou várias cirurgias para eliminá-lo. Apesar dos tratamentos agressivos, logo se descobriu que era terminal, decidindo de imediato passar seus últimos dias em família e trabalhar em alguns projetos para posteriormente serem terminados por sua viúva e filho.

George faleceu dia 29 de novembro de 2001 em Los Angeles aos 58 anos de idade. Seu corpo foi cremado e alguns afirmam que suas cinzas jogadas no Rio Ganges embora a família não tenha oficialmente confirmado. Sua morte foi devido ao câncer que havia atingido ao cérebro. Após a sua morte, sua família emitiu um comunicado: "Abandonou este mundo como viveu: consciente de Deus, sem medo da morte e em paz, rodeado de familiares e amigos". Harrison costumava dizer: "Tudo pode esperar, menos a busca de Deus".

Exatamente um ano após sua morte, Olívia Harrison, sua mulher, e Eric Clapton, seu amigo, organizaram o Concert for George, no Royal Albert Hall, em Londres. O concerto contou com a presença do filho de George, Dhani, além de grandes amigos como Ravi Shankar, Tom Petty, Jeff Lynne, Billy Preston, Jim Capaldi, Paul McCartney, Ringo Starr, Jools Holland, Albert Lee, Sam Brown, Gary Brooker, Joe Brown, Ray Cooper, integrantes do Monty Python e Tom Hanks.

George Harrison escreveu algumas das canções que eu mais gosto, enquanto esteve nos Beatles e também em sua carreira solo. Mas acho que "While My Guitar Gently Weeps" e "Something" são as minhas preferidas. Fiquemos com "While My Guitar Gently Weeps" no vídeo abaixo:

sábado, 26 de junho de 2010

Paul McCartney: O autor das mais belas baladas

Em 1979, o Livro Guinness dos Recordes declarou-o como o compositor musical de maior sucesso da história da música pop mundial de todos os tempos. Teve 29 composições de sua autoria no primeiro lugar das paradas de sucesso estadunidense. Vinte das quais junto com os Beatles (que compôs junto com John Lennon) e o restante em sua carreira solo ou com seu grupo Wings. É o baixista mais famoso da história do rock, embora também toque outros instrumentos, como bateria, piano, guitarra, teclado, etc.

Paul McCartney é conhecido mundialmente como o baixista dos Beatles, uma das mais famosas bandas de todos os tempos. Junto com John Lennon, McCartney formou uma das mais influentes e bem sucedidas parcerias musicais de todos os tempos, "escrevendo as canções mais populares da história do rock". Após a dissolução dos Beatles em 1970, McCartney lançou-se em uma carreira solo de sucessos, formou uma banda com sua primeira esposa Linda McCartney, os Wings. Ele também trabalhou com música clássica, eletrônica e trilhas sonoras.

Durante os Beatles, McCartney e John Lennon escreveram juntos a maior parte dos sucessos da banda. McCartney era o que mais escrevia canções românticas. São de sua autoria canções como "Yesterday", "And I Love Her", "Michelle" e "Here There and Everywhere". Embora Paul sempre fosse acusado de só escrever baladas, ele também escreveu várias canções com um estilo mais pesado como "Back In The USSR", "Helter Skelter" e "The End". A canção "Yesterday" é a mais regravada por outros artistas em todos os tempos.

Em seu primeiro álbum após o fim do Beatles, McCartney, Paul escreveu todas as canções, gravou todos os instrumentos e produziu o disco em um estúdio particular de sua casa, com Linda fazendo os vocais de apoio. O disco foi considerado caseiro demais para os críticos, mas mesmo assim McCartney conseguiu fazer sucesso com a canção "Maybe I'm Amazed" e "Every Night".

Depois do disco solo Ram, ainda em 1971, Paul voltaria a formar uma nova banda, os Wings. Sua nova banda teve durante os anos de sua existência como integrantes fixos Paul McCartney, Denny Laine (ex-Moddy Blues) na guitarra e Linda McCartney nos teclados. Outros integrantes não eram fixos como os três.

Os Wings lançaram seu primeiro trabalho em 1972, Wild Life. No mesmo ano, os Wings apresentaram-se pela primeira vez ao vivo em algumas universidades inglesas. Atingiram o primeiro lugar nas paradas de sucesso, com este álbum e com a canção "My Love". No mesmo ano, a banda lançou a canção "Live And Let Die", parte da trilha sonora do filme de 007 - James Bond: Viva e Deixe Morrer.

O álbum seguinte foi o álbum de maior sucesso da banda, Band on the Run, eleito o disco do ano, apresentando hits como Jet e a faixa-título. Em 1974, os Wings lançaram o álbum Venus and Mars e no ano seguinte o álbum Wings at the Speed of Sound com a canção "Silly Love Songs", em resposta a provocação de John Lennon em "How dou you sleep?" do álbum Imagine.

Durante esses últimos anos, McCartney realizou espetáculos que entraram para a história. Apresentou-se duas vezes na partida final do Super Bowl (em 2002 e 2005), finalizou o show em comemoração ao Jubileu da Rainha da Inglaterra Party at the Palace, participou de uma homenagem feita ao ex-beatle George Harrison no Royal Albert Hall em Londres (Concert for George em 2002), fez o primeiro show da história da canção no Coliseu de Roma, apresentou-se pela primeira vez em Moscou (em 2003), tocou no famoso festival inglês Glastonbury Festival (em junho de 2004), tocou no Rock in Rio Lisboa (em 2004) e abriu e finalizou o show do Live8 (em julho de 2005). No ano de 2005, McCartney lançou o disco Chaos and Creation in the Backyard, que foi indicado ao Grammy de melhor álbum.

Paul sempre foi considerado o mais talentoso dos Beatles. E depois de George Harrison, é o meu beatle favorito. Agora, veja, no vídeo abaixo, a canção "My Love", composta por ele em homenagem à sua ex-esposa, Linda McCartney:


John Lennon: A música que traz esperança

Dentre as suas maiores composições estão "Help!", "Strawberry Fields Forever" e "All You Need Is Love" enquanto fazia parte dos Beatles e "Imagine", "Instant Karma!", "Happy Xmas (War Is Over)", "Woman", "(Just Like) Starting Over" e "Watching the Wheels" em carreira solo.

Em 2002, entrou em oitavo lugar em uma pesquisa feita pela BBC como os 100 mais importantes britânicos de todos os tempos. E recentemente, em 2008, foi considerado pela revista Rolling Stone, o 5º melhor cantor de todos os tempos. Ainda hoje, seu nome é sinônimo de esperança e coragem para milhares de fãs. Este é John Lennon.

Na primeira fase dos Beatles, John era responsável pela maioria das composições, mesmo elas sendo assinadas como dupla Lennon/McCartney. Era evidente sua liderança e maior produtividade musical na banda. John Lennon também começou a desenvolver-se como letrista e compôs algumas canções mais intimistas influenciadas por Bob Dylan como "I'm a loser" e "You've got to hide your love away". Durante a segunda fase dos Beatles, John revelou-se cada vez mais um grande letrista. Entre suas composições estão "All you need is love", "Strawberry Fields Forever", "A day in the life" e "Across the Universe" entre outras.

Em 1966, John, na época casado com Cynthia Powell, conheceu a artista plástica japonesa Yoko Ono. Ela foi e ainda é taxada por muitos fãs dos Beatles como uma das principais causas da separação do grupo. Também é tida como uma aproveitadora e manipuladora da carreira solo de John, uma mulher sem talento musical que se fez presente em muitos álbuns solos do cantor. Por outro lado, seus defensores alegam que Yoko é atacada por não fazer parte de uma padrão de beleza comum. Alegam que Yoko estimulou John a ter uma atitude mais preocupada com problemas sociais (guerra, violência, política, etc.) e a viver mais intensamente sua vida privada com o filho e a família. Seja como for, Yoko é uma figura polêmica entre os fãs do cantor e músico, mas que viveu ao seu lado, recebendo inúmeras declarações de amor de John até sua morte.

Junto a Yoko Ono, John começou sua carreira solo mesmo ainda fazendo parte dos Beatles, mas sem muito sucesso. Ele lançou o primeiro álbum, Two Virgins, em novembro de 1968. Two Virgins era um álbum experimental e que trouxe gravações caseiras. A capa do álbum causou polêmica, pois os dois apareceram nus. Um mês antes do lançamento do álbum, eles foram presos pela polícia por porte de drogas.

Em 1971, John atinge o sucesso com o álbum Imagine. A faixa-título faz muito sucesso e torna-se um hino da paz no mundo inteiro. John viria a dizer, pouco antes de sua morte, que parte da letra de "Imagine" era de Yoko, apesar de ele não haver creditado a parceria à esposa. O álbum atingiu o primeiro lugar nas paradas de sucesso estadunidense e inglesa.

Após cinco anos de reclusão, em 1980, John Lennon voltou a gravar um novo álbum, Double Fantasy. Durante este período de reclusão, John gravou alguma coisa em sua casa e compôs algumas canções. O álbum foi dividido entre canções de Lennon e Yoko. Em "(Just Like)Starting Over", John faz referências à sua volta. "Starting Over" e "Woman" atingiram o primeiro lugar nas paradas de sucesso. Ainda fizeram sucesso "Watching the Wheels" e "Beautiful Boy", sucesso que foi impulsionado pela morte de John Lennon.

Na noite de 8 de dezembro de 1980, quando voltava para o apartamento onde morava em Nova Iorque, John foi abordado por um rapaz que durante o dia havia lhe pedido um autógrafo em um LP Double Fantasy. O rapaz era Mark David Chapman, um fã dos Beatles e de John, que acabou dando 5 tiros em John Lennon com revólver calibre 38. A polícia chegou minutos depois e levou John na própria viatura para o hospital. O assassino permaneceu no local com um livro nas mãos, "O Apanhador no Campo de Centeio" de J.D. Salinger. John morreu após perder cerca de 80 % de seu sangue, aos quarenta anos de idade. Logo após a notícia da morte de John Lennon, que correu o mundo, uma multidão se juntou em frente ao apartamento, com velas e cantando canções de John e dos Beatles. O corpo de John foi cremado no Cemitério de Ferncliff, em Hartsdale, cidade do estado de Nova Iorque, e suas cinzas foram guardadas por Yoko Ono.

O assassino foi preso, pois permaneceu no local, esperando os policiais chegarem. Ao entrar na viatura, pediu desculpas aos policiais pelo "transtorno que havia causado". Em seu julgamento alegou ter lido em "O apanhador no Campo de Centeio" uma mensagem que dizia para matar John Lennon. Acabou sendo condenado à prisão perpétua e até hoje é mantido numa cela separada de outros presos, devido às ameaças de morte que recebeu.

Após a morte de John, foi criado um memorial chamado Strawberry Fields Forever no Central Park. Alguns discos póstumos foram lançados, como Milk and Honey, com sobras de canções do disco Double Fantasy. Várias coletâneas e um disco chamado Accoustic foram lançados em 2005. Yoko Ono administra tudo o que se refere a John Lennon, suas canções em carreira solo, seus vídeos e filmes.
Philip Norman escreveu a biografia: "John Lennon - A Vida", onde revela fatos polêmicos sobre o cantor, como a vontade de ter tido relações sexuais com sua mãe ou um possível caso amoroso com seu empresário, Brian Epstein. O livro mostra retrata um sujeito inseguro, às vezes violento e venenoso, além de criativo, talentoso, bondoso e corajoso.

No documentário Imagine, onde alguns familiares e amigos falam como era conviver com o cantor, Yoko Ono diz que o ex-beatle era como “um velho soldado que lutava ao meu lado”. Odiada por muitos que a consideram o pivô da separação da maior banda de todos os tempos e extremamente amada por John Lennon que declarou em uma de suas músicas que não acreditava em religião, no Bob Dylan, na política, nos homens, mas acreditava nele e na Yoko. Fiquem com a belíssima canção “Woman”, escrita por John Lennon em homenagem à sua musa, Yoko Ono.


terça-feira, 18 de maio de 2010

Ousada, maliciosa e bem-humorada

“A gente faz amor por telepatia/ No chão, no mar, na lua, na melodia”. Os versos carregados de um erotismo em clima adolescente de Mania de Você marcam o início da parceria de Rita Lee com Roberto de Carvalho, a qual mudaria completamente a vida e a carreira artística dela. Lançada em 1979, a balada pop estourou nas paradas de sucesso e abriu caminho para composições maus suaves, que passariam a integrar o repertório da roqueira paulistana.

Filha de americano, Rita Lee já veio ao mundo, em 1947, com um nome para lá de artístico: Rita Lee Jones. Quando criança, teve aula de piano com a concertista Magdalena Tagliaferro e, aos 13 anos, montou sua primeira banda, Teenage Singers. Participou de outras formações até que em 1966, ao lado de Sérgio Dias e Arnaldo Baptista, criou Os Mutantes, grupo de rock que faria história na música popular brasileira.

O trio já estreou com uma apresentação marcante: acompanhando Gilberto Gil na música Domingo no Parque no Terceiro Festival de Música Popular Brasileira da TV Record, em 1967. No ano seguinte, Rita, Sérgio e Arnaldo participaram do LP Tropicália ou Panis et Circensis e, com os maiores nomes da vanguarda tropicalista, lançaram seu primeiro álbum: Os Mutantes. Seguiram-se apresentações na França, outro disco e a consagração no cenário do rock com o espetáculo Planeta dos Mutantes, em 1969.

A irreverência e o psicodelismo eram a marca do trio, que manteve a sua formação original até 1972. Naquele ano, os dois rapazes do grupo enveredaram pelo rock progressivo e constataram que as mutações de Rita Lee apontavam caminhos diferentes dos deles próprios, e Rita acabou saindo dos Mutantes.

Rita seguiu o seu caminho e tornou-se a mais popular roqueira nacional com composições como Ovelha Negra e Agora só Falta Você, faixas do álbum gravado com a banda Tutti Frutti, Fruto Proibido. Isso antes mesmo de 1976, quando conheceu Roberto de Carvalho, que integrava a banda de Ney Matogrosso e se tornaria seu marido e parceiro de muitas canções de sucesso, como Mania de Você. A música foi lançada no disco Rita Lee, de 1979, que inaugurou a parceria profissional do casal. Rita conta que Mania de Você, além da malícia e do bom humor – que marcam grande parte da sua obra -, possui um componente autobiográfico, pois surgiu depois de um momento íntimo do casal. Nos anos seguintes, a dupla produziria hits como Lança Perfume, Nem Luxo nem Lixo, Banho de Espuma, Desculpe o Auê, canções que estenderam os domínios da roqueira ao universo pop, permitindo que conquistasse um público mais amplo.

Quando Mania de Você explodiu, ainda em pleno regime militar, imagens como “Molhada de suor/ De tanto a gente se beijar/ De tanto imaginar/ Loucuras” soavam bastante ousadas. Na mesma época, Rita chegou a ser acusada de “atentar contra a moral e os bons costumes” pela Divisão de Censura de Diversões Públicas por causa da letra da canção Papai Me Empreste o Carro. Os problemas de Rita com a polícia também passaram pela questão das drogas: em 1977, a cantora foi presa durante a gravidez sob a alegação de possuir maconha em casa. Ironicamente, naquele momento, conta Rita, a acusação não procedia: durante a gestação, ela não teria consumido drogas.

Agora, ouça no vídeo abaixo, a canção Mania de Você, essa balada maliciosa que até hoje embala cenas picantes de casais apaixonados ou não:


quinta-feira, 25 de março de 2010

A rainha das novelas

Laura Pausini começou sua carreira quando tinha apenas oito anos de idade influenciada principalmente pelo pai, Fabrizio Pausini,que era músico e cantor. Mas a italiana obteve projeção mundial após ter vencido o Festival de Sanremo em 1993, com a música "La Solitudine" que fora dedicada para o seu grande amor na época "Marco". A canção, inclusive, já foi regravada por muitos cantores e cantoras como, por exemplo, Renato Russo que também regravou outros sucessos da italiana: Strani Amori, Scrivimi, Non c' è, Incancellabile.

Hoje, Laura é considerada uma das maiores cantores de música pop/rock italianas. É popular não apenas em seu país de origem, mas também em diversos outros como Espanha, França, Brasil, México e Portugal, além de outros paises da Europa e da América Latina também. Laura já gravou em italiano, espanhol, português, francês e inglês. Ela além de cantar, compõe e produz arranjos para as suas músicas. Ou seja, é uma artista polivalente.

Laura Pausini deve grande parte da sua popularidade e reconhecimento, às novelas. Várias de suas canções já foram temas de personagens e histórias, principalmente, em novelas brasileiras e mexicanas. Fez uma breve atuação na novela mexicana A Madrasta, cantando a música "Víveme", que era tema principal da trama. Laura também interpreta o tema de abertura da novela mexicana Amar Sin Limites com "Dispárame, Dispára". Em 2008, Laura interpretou novamente uma trilha espanhola na telenovela mexicana En Nombre del Amor. Curiosamente, interpretara a Música "En Cambio No" de seu novo álbum Primavera Anticipada. No Brasil, as músicas de Laura também foram temas de diversas novelas, tais como "La solitudine", "Incancelabille", "Due inamoratti come noi", "In assenza di te", "Speranza", "Seamisai", etc.

Além disso, teve participações com "One more time" como trilha sonora do filme "Uma Carta de Amor", "The extra mille" de "Pokémon, o filme" e o primeiro filme produzido pelos estúdios Disney na Itália, "Salvatore - Questa è la Vita", com a música "Come Il Sole All'Improviso" como tema principal. Em 2009, a música "Belissimo Cosi" é selecionada como tema de abertura da novela Poder Paralelo da Rede Record e "Invece No" na trilha sonora da novela Caras e Bocas, da Rede Globo.

Ouça, no vídeo abaixo, uma de suas melhores canções "Strani Amori":



Se quiserem saber mais sobre Laura Pausini, vocês podem acessar o site oficial da cantora: http://www.laurapausini.com/

terça-feira, 9 de março de 2010

"Voz de veludo" nigeriana

Depois de um certo tempo, algumas lembranças ficam guardadas na memória de cada um de nós. Normalmente, essas recordações são de momentos com a família, amigos, ídolos e heróis. Acho que todos são assim ou pelo menos, a maioria é. Bem, quero compartilhar uma boa lembrança que guardei de um certo momento da minha infância.

Poucas pessoas a conhecem, mas muitas já ouviram, pelo menos uma vez, uma de suas canções. Estou falando da cantora nigeriana Helen Folasade Adu, mais conhecida como Sade Adu. Ela tem uma música chamada "By Your Side" que além de ter uma letra muito bonita, o clipe é absolutamente maravilhoso, parece que você é transportado para um mundo de sonhos. O vídeo, da mencionada canção, você poderá ver e escutar abaixo.

Mas voltando a Sade Adu...

Desde 1980 na carreira de cantora, Sade cresceu ouvindo mestres do soul e do jazz como Marvin Gaye, Curtis Mayfield, Donny Hathaway,Ray Charles, Nina Simone, Al Green, Aretha Franklin e Billie Holliday. Apesar dessas influências, não decidiu dedicar sua vida à música. Tanto que estudou desenho de moda no 'St Martin's Art College', em Londres onde foi criada. Porém, logo descobriu que o mundo da moda não lhe permitia um bom equilíbrio entre o gosto de criar e a necessidade de ganhar a vida.

Descobriu o seu talento musical quando aderiu a uma banda formada por alguns dos seus amigos de colégio. Rapidamente passou a ser a vocalista de uma banda de funk latino chamada Pride. Aos 24 anos Helen assumiu-se como elemento central de uma nova banda, Sade, formada por si e por elementos da então extinta Pride - Stuart Matthewman, Andrew Hale e Paul Spencer Denman.

Seu disco de estréia, Diamond Life, ocupou o topo das paradas inglesas em 1984. Em novembro de 1985, lançou seu segundo cd (Promise) que ficou mais de seis meses nas listas dos mais vendidos dos Estados Unidos e de vários outros países do mundo. Sucesso merecido não só pela deliciosa e exótica "voz de veludo" da cantora, mas também por ter sido ela própria a responsável por muitas das composições do disco.
Em 1986, ganhou seu primeiro Grammy como "artista revelação". Aos poucos, esmerou-se ainda mais na carreira de compositora e participou de discos como convidada, como os álbuns beneficentes do Greenpeace.

Pois é, conheci essa cantora incrível na minha infância e ela tornou-se parte das minhas boas lembranças. Espero que todos possam apreciar também a sua bela voz e lindas canções.