Duas amigas, Lorelei Lee (Marilyn Monroe) e Dorothy Shaw (Jane Russell), embarcam num cruzeiro rumo a Europa à caça de um marido rico. A loira é louca por diamantes; a morena, por músculos. Por meio da história das garotas, o filme deixa subentendido um ideal de liberação feminina: nessa trama, são os homens que – movidos pelo desejo – ocupam o lugar de meros objetos, gravitando em torno das protagonistas.
No filme “Os homens Preferem as Loiras”, a comédia musical é marcada por cenas antológicas entre as quais a que imortalizou Marilyn Monroe, quando canta Diamonds Are a Girl’s Best Friend descendo uma escadaria cercada por dançarinos.
E como este blog é sobre música, o leitor pode ver o trecho do filme em que a loira mais famosa de Hollywood protagoniza a cena citada:
Dorothy é uma menina do Kansas que, ao perseguir seu cachorro Totó, é colhida por um furacão e chega a uma terra distante. Lá conhece um elenco incrível de personagens: o carinhoso Espantalho, o Homem de Lata, o Leão Covarde. Juntos, eles seguem a estrada de tijolos amarelos em busca da Cidade de Esmeralda, onde o Mágico de Oz os ajudará a atingir seus objetivos – um cérebro para o Espantalho, um coração para o Homem de Lata, coragem para o Leão e a volta para casa de Dorothy. Assim é uma das fábulas infantis mais populares da história e eternizadas pelo cinema do escritor L. Frank Baum.
O Mágico de Oz fez de Judy Garland, uma estrela. Com apenas 16 anos, Garland, que substituiu Shirley Temple no papel de Dorothy, transformou-se em uma das cantoras e atrizes mais populares de Hollywood. A pressão da fama, entre outros motivos, levou-a ao vício e à morte por overdose de remédios em 1969.
Mas o que nos interessa mesmo no filme O Mágico de Oz é a trilha sonora de Harold Arlen. O maior destaque é Over the Rainbow, canção eleita pelo American Film Institute a principal de um filme americano do século 20. A interpretação de Judy Garland rendeu um Oscar para a composição.
No vídeo abaixo, você pode ver algumas cenas do filme O Mágico de Oz, o conto de fadas mais apaixonante do cinema, e ouvir a canção Over the Rainbow na voz da eterna Dorothy, Judy Garland:
Como este blog é sobre música de uma maneira geral, não queremos nos limitar apenas aos cantores, cantoras e bandas que existiram e existem no universo musical. Pensando nisso, resolvemos colocar na Oficina da Radiola músicas que ficaram na história como trilhas sonoras de filmes e seriados. Então, a partir de hoje, falaremos também sobre filmes musicais. Espero que gostem da nossa idéia e curtam as canções que fazem parte da história cinematográfica. E para começar em grande estilo, vamos falar de um filme que é considerado um dos maiores musicais de todos os tempos: Cantando na Chuva.
Um astro do cinema mudo deixa sua namorada e aspirante a atriz em casa após uma noite feliz. Começa a chover. Ele não liga; apenas começa a cantar Singin’ in the Rain e a dançar. Chuta a enxurrada, gira agarrado ao poste, é advertido por um policial, sempre sorrindo. Uma das cenas de dança mais lembradas e imitadas do cinema só poderia estar naquele que é considerado, de forma quase unânime, o maior musical de todos os tempos.
Don Lockwood (Gene Kelly) e Lina Lamont (Jean Hagen) formam a dupla de maior sucesso do seu tempo. A sorte deles começa a mudar com o inesperado sucesso de O Cantor de Jazz, em 1927 (que, de fato, é o primeiro filme sonoro). Obrigados a se adaptar às novas normas, eles tentam migrar para a sonorização, mas esbarram na voz desafinada de Lina. Ao mesmo tempo, Don se apaixona por Kathy (Debbie Reynolds).
Cantando na Chuva surgiu da vontade da MGM de repetir o êxito de Sinfonia de Paris (1951), do ano anterior, que ganhara o Oscar de Melhor Filme. Por trás do projeto, encontrava-se o produtor Arthur Freed, quase tão importante para a história dos musicais quanto os atores, coreógrafos e compositores. Freed convocou Stanley Donen para a direção. Gene Kelly (que na famosa cena da chuva estava ardendo em febre) cuidou das coreografias e por elas ganhou crédito como co-diretor.
Confiram o trecho do filme, no vídeo abaixo, em que Gene Kelly canta Singin' in the Rain:
Esta foi uma de nossas atividades para a disciplina de "Oficina em Jornalismo", do curso de Jornalismo da Universidade de Fortaleza (Unifor). Acabamos o curso, mas o blog continua :-) Entre e aproveite nossas descobertas nesse universo maravilhoso que é a música. Ela não tem raça, credo, nacionalidade nem idioma. E não sabe o que são fronteiras :-)