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quinta-feira, 22 de julho de 2010

La niña

O acaso sempre me faz descobrir pessoas, lugares e artistas maravilhosos. Quando menos espero, me deparo com verdadeiras pedras preciosas, que não descobriria em situações além das imprevisíveis.

Dia desses, numa insólita noite de sábado, eu zapeava a TV em busca de algo interessante pra ver. Encontrei algo bom de se ver e ouvir, uma voz daquelas raras, que a gente encontra poucas vezes na vida. E pra mim, o grande trunfo de um cantor brilhante está em sua voz única, que não é semelhante a nenhuma outra já ouvida. Assim fiquei extasiada diante de um clip de Concha Buika - corri pra net pra pesquisar e descobrir algo sobre a dona de voz tão singular.

Concha Buika nasceu em Palma de Malorca, na Espanha, em 1972. Sua família é originária de Guiné Equatorial, e desde pequena Buika escutava jazz, um dos estilos favoritos de sua mãe. Outras referências musicais que fizeram parte de sua infância foram as coplas (espécies de poemas musicados típicos da Espanha) e o flamenco, ambas integrantes da identidade nacional espanhola.

Quando cresceu, Concha partiu para Las Vegas, para cantar em cassinos e trabalhar em shows de nomes como Tina Turner e Rachelle Ferrell. Depois resolveu instalar-se em Madri, onde começou a desenvolver sua carreira solo.

Já com seu segundo disco, "Mi ninã Lola", Buika recebeu reconhecimento do público e da crítica, através dos prêmios de melhor produção musical e melhor álbum de música espanhola, recebidos em seu país, e do prêmio da crítica fonográfica alemã. O sucesso veio para ficar quando lançou em 2008 o álbum "La niña de fuego", que misturou jazz, soul e coplas com flamenco. As canções de amor (e sobretudo de desamor) cantadas por Concha são tocantes, passionais, e sua voz muito particular, meio rouca, faz de cada uma delas temas inesquecíveis para a memória auditiva de qualquer pessoa.

"La niña de fuego" concorreu ao Grammy Latino de melhor álbum do ano e melhor produção do ano. Não levou nenhuma das duas estatuetas, mas projetou o nome de Concha Buika além do continente europeu. De lá pra cá, Buika lançou outro álbum ("El ultimo trago") e fez duetos com outros nomes de sucesso, como Nelly Furtado e Mariza (com quem gravou "Pequenas verdades"; linda canção).

No site oficial da cantora, o texto de apresentação diz que Buika não canta coplas, mas vive os poemas, penetra-os, dá-lhes vida. Pura verdade.

Veja o clip de "No habrá nadie en el mundo", uma das melhores faixas do álbum "Niña de fuego":



Assista ao clip de "La falsa moneda", outra jóia do mesmo álbum.

Visite o site oficial da cantora (em espanhol)

terça-feira, 11 de maio de 2010

¡Vale!


O flamenco é música passional por excelência. O gênero, nascido em Andaluzia a partir de raízes ciganas, é visceral, e ao mesmo tempo cheio de alma. E se há uma voz do flamenco que é preciso conhecer, ela se chama Mayte Martín.

Mayte (ou em seu verdadeiro nome, María Teresa Martín Cadierno) nasceu em Barcelona em 1965. Ela começou sua carreira artística em 1985, quando passou a cantar nos circuitos de música flamenca da Catalunha. Seu primeiro disco – “Muy frágil”, lançado em 1994, é uma jóia do estilo.

Em 1997 ela venceu o prestigiado Concurso Nacional de La Unión (Múrcia), e foi a partir daí que seu nome se tornou referência no mundo flamenco. Mas Mayte já havia recebido, anteriormente, diversos prêmios por seu extraordinário talento, como em Córdoba, no ano de 1989.

Além de brilhante cantora, Mayte é violonista e compositora. E ela também envereda por outros estilos com igual maestria, como o bolero. É preciso escutar seu disco “Tiempo de amar”. Esse cd foi indicado ao Grammy de 2001 como melhor álbum flamenco. Lindíssimo. Vale conferir o dueto que faz com outra lenda, a cubana Omara Portuondo.

Aos apaixonados de plantão: Mayte Martín interpretando "Procuro olvidarte":




Veja também o vídeo de "Por la mar chica del puerto"

Visite o site oficial de Mayte Martín