Nenhum compositor fez uma síntese tão perfeita de elementos populares nacionais e códigos musicais eruditos quanto o húngaro Béla Bartók. Concerto para Orquestra, obra da maturidade, é seu exemplo mais notável. No início da carreira, Bartók era mais reconhecido como pianista do que como compositor. Dois acontecimentos mudariam seu rumo em 1905: uma viagem a Paris, que lhe revelou os encantos do cosmopolitismo, e a amizade com o compositor húngaro Zoltán Kodály, que o aproximaria da música camponesa de seu país.Com Kodály, que também era linguista, Bartók percorreu diversos volarejos na Hungria, registrando músicas tradicionais em cilindros de cera. Milhares de composições populares húngaras e também romenas, eslovacas, búlgaras, turcas e até norte-africanas foram gravadas e depois transcritas pela dupla. Em vez de usar superficialmente temas para gerar um colorido folclórico, Bartók incorporou características básicas do processo de composição popular, com base nas quais ele desenvolvia técnicas eruditas modernas. É o caso do segundo e do quarto movimentos do Concerto para Orquestra, que revelam grande influência rítmico-melódica do Leste Europeu.
O gênero concerto apresenta um ou dois solistas acompanhados por uma orquestra. Nessa composição de Bartók, todos os músicos se alternam no papel de solista. A habilidade da orquestra é exigida em trechos com grande intercalação de temas e mudanças bruscas de andamento e humor, como no quinto movimento. O divertido segundo movimento, Giuoco delle Coppie (Jogo das duplas), valoriza os sopros, que desenvolvem a melodia sempre aos pares, com muita leveza.
A obra foi composta durante o sofrido exílio de Bartók nos Estados Unidos, durante a Segunda Guerra. A Hungria havia se alinhado com a Alemanha nazista, mas o compositor hesitou muito antes de partir, já que a viagem implicaria um distanciamento das aldeias que visitava. Depois de ter trabalhado para a Universidade Columbia com gravações servo-croatas, o músico entrou numa fase difícil. Estava com pouco dinheiro, desenvolveu uma leucemia tardiamente diagnosticada e era pouco conhecido do público estadunidense. Graças ao contato de amigos, o maestro russo Sergei Koussevitzky encomendou a ele um concerto para a Orquestra Sinfônica de Boston. O resultado transformou Bartók no mais popular compositor do século 20 nos Estados Unidos - ainda que após sua morte.
Mesmo doente, Béla Bartók foi à estréia do Concerto para Orquestra, em dezembro de 1944. Koussevitzky declarou ao compositor que aquela era a melhor obra dos últimos 20 anos - depois da apresentação, "corrigiu" para 25. Bartók brincou com o maestro, perguntando se isso incluía as sinfonias de seu ídolo e compatriota Dmitri Shostakovich, a quem o compositor húngaro dava pouco valor. A piada tinha razão de ser: um trecho do Concerto parodia a Sonfonia número 7 de Shostakovich.
Confiram no vídeo abaixo, Concerto para Orquestra, do grande, talentoso e surpreendente Béla Bartók:
Tempos Modernos tornou-se um dos filmes mais conhecidos de Charles Chaplin muito por causa das cenas da primeira parte da história, nas quais o personagem Carlitos aparece como empregado de uma linha de montagem que acaba sendo engolido pela máquina. O trabalho de apertar parafusos é tão repetitivo que produz no protagonista comportamentos obsessivos mesmo fora do ambiente da fábrica. Amalucado, ele passa a apertar qualquer botão que encontra pela frente, como os que vê no vestido de uma senhora que cruza a rua. A crítica à forma mecânica da exploração do trabalho em linhas de produção é evidente, mas não é a única que o filme faz.
Nos anos 1950, durante a chamada “caça às bruxas”, em que o senador Joseph McCarthy liderou um processo de julgamento de pessoas públicas sob a acusação de atividades anti-americanas (leia-se “comunismo”), este foi um dos filmes que levaram Chaplin a ser perseguido politicamente, o que culminou com seu exílio na Suíca.
É difícil imaginar como um jovem de 17 anos pode escrever uma música tão perfeita como Sonhos de uma Noite de Verão, que, inspirada na peça de William Shakespeare, é uma das obras mais belas do repertório erudito e cujas características predominantes são a jovialidade, a alegria e o senso de humor, revestidos de uma elegância incomparável.
O scherzo, segunda parte da obra, tem a graça, a leveza e o humor que resumem bem a confusão que se instala na floresta, narrada por Shakespeare, quando entra em cena uma poção que faz com que as pessoas se apaixonem pelo primeiro ser que observam. É inevitável, dessa forma, que os casais mais incomuns se formem e vivam, ao menos, uma única noite de verão em completa felicidade. O personagem Nick Bottom, que ganha orelhas de burro depois de ser enfeitiçado por Obrerom, é lembrado no scherzo pelo desenvolvimento das cordas que simulam o zurrar do animal. A temática bem-humorada desse trecho da história ganha contornos líricos com Mendelss


Conhecida mundialmente como uma das mulheres mais bonitas de todos os tempos e considerada a loira mais famosa de Hollywood, Marilyn Monroe, nome artístico de Norma Jean Baker, foi uma mulher que abalou muitos corações mundo afora, incluindo em suas conquistas muitos homens poderosos como o dramaturgo Arthur Miller e o ex-presidente estadunidense John Kennedy.
Carlos Gardel foi o mais famoso dos cantores de tango argentino. Foi compositor, intérprete e ator de inúmeras canções e musicais. Ainda hoje, a Argentina reverencia Gardel tanto quanto o jogador de futebol Diego Maradona. Não há um único cidadão argentino que não tenha profunda admiração por esses dois ídodos do país do tango.
